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Ordinarices: Trabalho e Paixão

Um dos podcasts que vou acompanhando é o do programa Novo Normal da Antena 1. O texto que se segue resulta de uma reflexão após ouvir a emissão “Quer ter sucesso? Então… não siga a sua paixão”.

No fim desses 3 minutos fiquei a saber que ter uma paixão profissional é pouco comum e que não há evidência de que exista uma relação entre o sucesso e uma paixão pré existente à vida profissional. No entanto, essa paixão vai emergindo lentamente.

Claro está que comecei a refletir sobre este assunto e a aplicá-lo às minhas eventuais paixões profissionais.

Primeira conclusão: Não estou apaixonado profissionalmente, no sentido de ter uma paixão por Gestão da Manutenção. Por favor ler o texto até ao fim antes de me considerarem um mau profissional.

Segunda conclusão: não me reconheço nenhuma paixão profissional. Talvez por esse motivo tenha concluído a licenciatura em Direito sem ter a intenção de vir a ser advogado ou magistrado (as profissões mais associadas a esta licenciatura). E, pelo mesmo motivo, tenha feito o curso de Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho, que resultou tão-só de uma tentativa de aprofundar conhecimentos.

Terceira conclusão: Não reconhecendo uma paixão intensa por Direito, por Higiene e Segurança no Trabalho ou por Gestão de Manutenção, possuo no entanto uma Paixão Profissional. Talvez não seja apenas uma paixão, mas sim três paixões.

 Tenho Paixão por Conhecimento – gosto imenso de aprender, de desenvolver as minhas capacidades e de adquirir novas aptidões.

Tenho Paixão por Fazer – mesmo gostando dos meus prolongados momentos de ócio nos fins-de-semana e férias, a verdade é que não sou capaz de estar parado por muito tempo. Gosto de produzir. Gosto de fazer e fazer bem. E adoro (sim, tem de ser “adoro”) ser reconhecido pelo que faço. Não preciso de uma condecoração, muitas vezes basta-me um simples “Obrigado”.

Tenho Paixão por Desafios – entrar na Faculdade de Direito da Universidade do Porto era um desafio. Aceitar um emprego na área da Gestão da Manutenção, dominado essencialmente por conhecimentos de engenharia e técnicos (algo completamente oposto à minha formação), foi e continua a ser um desafio. Sou o tipo de pessoa que não resiste a aceitar um desafio, e que depois se tenta superar e dar o seu melhor.

Conclusão das conclusões: Sou apaixonado pelo meu emprego, por fazer o que faço, pelos conhecimentos que vou adquirindo e pelos desafios que vou superando. Deste modo creio que poderia ter outra paixão profissional por outra qualquer atividade, desde que me estimule a paixão pelo conhecimento, a paixão pelo fazer e a paixão pelos desafios.

Será esta a fórmula para eu ter sucesso? A ver vamos, pois costuma ser mais fácil avaliar o sucesso quando atingimos a meta.

 

 

Ordinarices: Os SMS poéticos dos anos 90 e 200@

tlm.jpg*

 

Há dias lembrei-me daqueles SMS “estranhos” que recebia nos primeiros tempos em que tive telemóvel no final dos anos 90 e inícios de 200@. Escrevo apenas “recebia”, pois não me lembro de os ter reencaminhado ou enviado – se o fiz, estaria provavelmente possuído por alguma alma penada que me levou a tal ato de demência.

Aquelas mensagens auto intituladas de poéticas, passadas e repassadas sem pingo de intimidade real entre remetente e destinatário. Um gesto de copy/paste simplesmente porque se achou giro e lamechas e que, portanto, todos os grupos de 10 destinatários (sim, porque antigamente conseguíamos enviar cada SMS para 10 números de cada vez, algo que nada tem a ver com os grupos do Whatsapp) para os quais eram enviados, também considerariam o texto bonito.

E tínhamos os “SMS corrente” que traziam uma qualquer espécie de oração – religiosa ou não – e que terminavam com um número designado de destinatários para os quais tínhamos de repassar a maldição, caso contrário morreríamos, não casaríamos, não teríamos sorte, ou não ganharíamos o totoloto.

E nem me falem daqueles SMS típicos dos utilizadores de NOKIA que, com os caracteres especiais no sítio certo, formavam um ursinho ou uma imagem que diziam ser erótico-pornográfica. Azar de quem tivesse um modelo diferente, pois apenas viam um amontoar de <<>/@*’»« sem nexo percetível.

Pior ainda eram os anúncios televisivos aos serviços pagos que nos enviavam diariamente este tipo de SMS.

Esperem! Minto. Pior, pior, era o correr de toda (TODA) a lista telefónica no Natal, no Ano Novo ou na Páscoa, e enviar a cada um dos contactos o mesmo SMS, só porque sim. Confesso que me vi embrulhado nesta moda, mas apenas porque não queria passar por enjoado ou mal-educado. Rapidamente passei a responder apenas a quem me enviava os tais SMS, a par daqueles contactos aos quais queria mesmo passar uma mensagem naqueles dias. Agora, fico-me apenas por estes últimos.

As voltas que o SMS deu! Ou passei a ter muita sorte ou os meus SMS são exatamente aquilo para os quais foram criados: curtos e incisivos, quase ao estilo telegrama e utilizados apenas para o que interessa.

Para manter o contacto, partilhar algo de interesse ou simplesmente para ver “se ainda estás vivo”, utilizo o Whatsapp. Contudo, também já ouvi dizer que tenho sorte com o Whatsapp, pois os meus contactos não alinham no reviver dessas tais mensagens “estranhas”. Mas, pelos vistos, há quem alinhe. Dou graças pela minha sorte!

 

Imagem: https://stocksnap.io/

Curtas: A Forbes está de olho no empreendedorismo Tuga

Artigos como este na Forbes - que acabo de ter conhecimento pelo Observador - que podem dar algum ânimo à malta deste retângulo «nascido ao mar acostado no extremo ocidental» (expressão emprestada pelo Oxalá de Mariza).

Pois é! A Forbes realça o investimento nacional no empreendedorismo e escreve:

Portugal discovers its spirit of entrepreneurial adventure.

 

 

Agora vamos tentar aproveitar este espírito da melhor forma, 'tá?

 

 

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